cancelando a “cultura do cancelamento”

cancelando a “cultura do cancelamento”

tolerância é algo difícil e uma habilidade rara, mas como a gente sempre precisa de espaço para melhorar, vim te ajudar a desenvolver um pouquinho mais. o post de hoje diz respeito à cultura do cancelamento (em inglês, cancel culture), e vai te mostrar por quê isso não só é intolerância, como também uma forma de fugirmos dos problemas maiores.

o post tem teor de conscientização e busca promover discussões (boas). com o cancelamento se tornando cada vez mais comum, é importante entender um pouco sobre ele pra não se estressar. stress causa acne, e acne a gente CANCELA!

o que é a cultura do cancelamento?

em poucas palavras, a cultura do cancelamento defende que figuras públicas (geralmente celebridades) sejam “canceladas”, ou seja, boicotadas, apagadas da mídia, e declaradas irrelevantes por conta de algo que fizeram ou falaram.

o seu início aparenta ter sido em 2017, quando várias mulheres se mobilizaram nas redes sociais no movimento #MeToo, denunciando celebridades por assédio e abuso sexual. como eram criminosos, muitos agressores foram presos na vida real. mas atualmente, o cancelamento se estendeu para outras coisas, geralmente mais banais, transformando os fãs em juízes e carrascos.

apesar da geração atual estar colhendo os bons frutos de lutas sociais que mudaram a vida das minorias, trazendo um pouquinho mais de justiça pra esse mundo, passaram a existir pessoas que se afetam e protestam contra qualquer coisa que se afaste milimetricamente do que acreditam, e não somente no que se refere a crimes, como é o exemplo da injúria racial. 

essas pessoas, apesar de terem boas intenções, são aquelas que mais participam da cultura do cancelamento (juntamente às “maria-vão-com-as-outras”).

qual o problema com a cancel culture?

o problema da cultura do cancelamento é exatamente o que dissemos no início: falta de tolerância. além disso, o cancelamento não lida com a raiz da situação, e sim com um sintoma.

mas aí você pode pensar: “ih, ela tá defendendo o pessoal que fala merda!”

não, baby!!!

cancelar ainda é uma alternativa para pessoas que não cansam de fazer coisas inadmissíveis, mas não devemos esquecer que o ser humano tem capacidade para aprender e melhorar a cada dia.

isso não sou só eu quem digo. em 2019, o ex-presidente dos EUA, Barack Obama defendeu que cancelar não é ativismo, e sim uma forma de se vangloriar por estar mais consciente politica e socialmente do que outra pessoa:

“entre pessoas jovens, particularmente nos campi de universidades, há essa ideia de que ‘a minha forma de mudar o mundo é julgar o máximo possível as outras pessoas, e isso é o bastante’. isso não é ativismo. isso não é trazer mudança. se tudo o que você faz é jogar pedras, você provavelmente não irá muito longe”, diz Obama.

a solução para isso? educar e conscientizar!

o que fazer se não cancelar?

quem tá achando que as figuras públicas sairão impunes se não houver o cancelamento?

se você está, não se preocupe. temos um exemplo real de que não cancelar funciona!

o caso da Skol é um bom exemplo. a marca foi duramente criticada em suas redes sociais pela imagem sexualizada de mulheres em suas propagandas, e por isso, reconstruíram a sua estratégia de marketing e pararam de usar o corpo nu como publicidade.

se a Skol tivesse sido cancelada de verdade (ou seja, perdendo todos os seus consumidores, e indo à falência), ela nunca teria a oportunidade de aprender e se redimir com o feedback do público. agora, temos uma marca de cerveja que não apela e nem sexualiza, que pode inspirar outras a também mudarem 😉

se você vê algo que não concorda na internet, não cancele!! discuta, opine e peça que outros opinem também – vai que você consegue mudar o pensamento retrógrado de alguém? cada pessoa é um mundo.

somos todxs humanxs

todo mundo é único e possui a sua beleza e identidade. porém, todos temos uma coisa em comum: fazemos merdas (e tem gente que faz mais merda do que outros).

isso é ÓBVIO, né baby.

porque quem nunca falou algo que se arrependeu depois? ou fez algo que achou que era pro bem, mas acabou magoando alguém? mas o que antes era pessoal, com a internet se tornou global.

é verdade que hoje, mais do que nunca, há várias coisas que não são mais toleradas, como machismo, racismo, e LGBTQIA+fobia. mas quando somos intolerantes com intolerantes, acabamos perdendo uma chance incrível de promover mudança real nesse mundão.

além disso, a madamecrème defende que se aceitar é crucial para aceitar ao outro, então se você anda tendo dificuldades para tolerar coisas mais simples, checa essa conexão interna! questionar é um exercício de crescimento e sintonia.

para dicas de cuidados com a mente e autoestima, veja:

  • o que é slow life? os benefícios de uma vida mais devagar
  • autocuidado em tempos de isolamento social
  • ame ser única: o guia para aceitar aquela marca de nascença
  • existe saúde mental no isolamento social?
  • movimento ‘positivity’: sobre ter positividade sempre + dicas para se apaixonar pela sua pele
  •  

    muito amor e paciência para nós!

    xoxo,

    madamecrème.






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